Se você opera corridas em cidades turísticas ou atende passageiros de fora do Brasil, provavelmente já passou por esta situação:
O estrangeiro tenta chamar uma corrida, não consegue concluir o pedido e simplesmente desiste.
Isso costuma parecer falta de demanda. Mas, na prática, a corrida nem chega a existir no sistema.
Este artigo foi criado para ajudar entender por que isso acontece, quais são os bloqueios mais comuns dos aplicativos e como isso impacta diretamente a operação.
O problema não é falta de interesse
Estrangeiros querem se deslocar, querem pagar pela corrida e querem uma solução simples.
O problema é que, na maioria das vezes, o aplicativo não permite que eles cheguem até o pedido.
Antes de concluir que “esse público não usa app”, vale entender onde estão os bloqueios.
O que impede estrangeiros de chamar corridas
1. O aplicativo não aparece na loja de apps
Muitos aplicativos de corrida brasileiros não estão disponíveis nas lojas de aplicativos de outros países. Ou seja: mesmo antes do cadastro, o estrangeiro já encontra o primeiro obstáculo, ele não consegue nem baixar o app.
Na prática, isso elimina o passageiro logo no primeiro passo.
2. Exigência de CPF e número brasileiro
Quando o app até pode ser instalado, surge outro bloqueio comum: a exigência de CPF para finalizar o cadastro.
Estrangeiros, naturalmente, não possuem esse documento.
Resultado: o cadastro fica travado e a corrida não acontece.
3. Falta de número de telefone brasileiro
Outro impeditivo frequente é a obrigatoriedade de um número de telefone brasileiro para validação da conta.
Turistas e estrangeiros em viagem curta geralmente não têm chip nacional. Sem o número local, o acesso ao aplicativo é bloqueado.
O impacto real disso na operação
Esses três pontos combinados geram um efeito direto: corridas deixam de acontecer.
Não porque o passageiro não quer usar o serviço, mas porque o canal simplesmente não permite que ele entre. Isso afeta a experiência do usuário e representa perda de oportunidades para a operação.
Onde está a oportunidade
Isso não é falta de demanda. É falta de um canal mais acessível.
Quando o atendimento acontece por um canal amplamente utilizado, como o WhatsApp, essas barreiras deixam de existir. O passageiro consegue se comunicar, solicitar a corrida e ser atendido sem enfrentar exigências que bloqueiam o processo logo no início.
No fim das contas, entender esses três impedimentos muda a forma de enxergar o problema: o passageiro existe, a necessidade existe, o que falta é acesso.
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