Dificuldades de estrangeiros ao usar aplicativos de corrida no Brasil

Criada por Amanda Moraes, Modificado em Qua, 21 Jan na (o) 2:26 PM por Amanda Moraes

Se você opera corridas em cidades turísticas ou atende passageiros de fora do Brasil, provavelmente já passou por esta situação:

O estrangeiro tenta chamar uma corrida, não consegue concluir o pedido e simplesmente desiste.

Isso costuma parecer falta de demanda. Mas, na prática, a corrida nem chega a existir no sistema.

Este artigo foi criado para ajudar entender por que isso acontece, quais são os bloqueios mais comuns dos aplicativos e como isso impacta diretamente a operação.



O problema não é falta de interesse

Estrangeiros querem se deslocar, querem pagar pela corrida e querem uma solução simples.

O problema é que, na maioria das vezes, o aplicativo não permite que eles cheguem até o pedido.

Antes de concluir que “esse público não usa app”, vale entender onde estão os bloqueios.

O que impede estrangeiros de chamar corridas

1. O aplicativo não aparece na loja de apps

Muitos aplicativos de corrida brasileiros não estão disponíveis nas lojas de aplicativos de outros países. Ou seja: mesmo antes do cadastro, o estrangeiro já encontra o primeiro obstáculo, ele não consegue nem baixar o app.

Na prática, isso elimina o passageiro logo no primeiro passo.

2. Exigência de CPF e número brasileiro

Quando o app até pode ser instalado, surge outro bloqueio comum: a exigência de CPF para finalizar o cadastro.

Estrangeiros, naturalmente, não possuem esse documento. 

Resultado: o cadastro fica travado e a corrida não acontece.

3. Falta de número de telefone brasileiro

Outro impeditivo frequente é a obrigatoriedade de um número de telefone brasileiro para validação da conta.

Turistas e estrangeiros em viagem curta geralmente não têm chip nacional. Sem o número local, o acesso ao aplicativo é bloqueado.

O impacto real disso na operação

Esses três pontos combinados geram um efeito direto: corridas deixam de acontecer.

Não porque o passageiro não quer usar o serviço, mas porque o canal simplesmente não permite que ele entre. Isso afeta a experiência do usuário e representa perda de oportunidades para a operação.

Onde está a oportunidade

Isso não é falta de demanda. É falta de um canal mais acessível.

Quando o atendimento acontece por um canal amplamente utilizado, como o WhatsApp, essas barreiras deixam de existir. O passageiro consegue se comunicar, solicitar a corrida e ser atendido sem enfrentar exigências que bloqueiam o processo logo no início.

No fim das contas, entender esses três impedimentos muda a forma de enxergar o problema: o passageiro existe, a necessidade existe, o que falta é acesso.


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